quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Twitter e campanhas eleitorais 2010, tudo a ver.


Acabei de receber em meu twitter uma mensagem em RT* da candidata Marina Silva. No mesmo instante ela estava em cadeia nacional, pela Rede Globo, no último debate do primeiro turno.

O Twitter nas eleições de 2010 tem se configurado como suporte eleitoral ou como uma das estratégias principais para a campanha de um candidato?

Segue texto (observar que nele há um link):

"silva_marina

Vocês podem aproveitar o #DebateGlobo para fazer a campanha aqui no Twitter. Veja como http://bit.ly/c09rXk #Marina43"

O link que o texto nos sugere, nos leva ao site da candidata Marina, e a primeira chamada é esta:


"Ajude a Marina pelo Twitter durante do debate da Globo"


O texto sugere que os tuiteiros-telespectadores - aqueles que estão, ao mesmo tempo, vendo TV e tuitando - acompanhe os tags** e daí respondam ou retuitem o conteúdo, caso seja favorável à candidata.

* RT = retuitar, ou seja, enviar a mensagem em questão para seus contatos.
** Tags = Palavra que caracteriza uma mesma ideia ou conversa no mundo do twitter.

Kalyne Almeida

sábado, 25 de setembro de 2010

Comunicação e política amdam juntos


Dominique Wolton
Na análise feita pelo sociólogo francês Dominique Wolton, ele propõe o pensamento de que a 'Política não seja separada da Comunicação'. Para justificar, ele usa o argumento de que a comunicação é o diálogo e a política a ação. "Política significa tentar transformar o mundo, mas como fazer isso sem comunicação?" 

Como existir ação (política) sem diálogo (comunicação)?

Esse debate foi exposto no Intercom Nacional que, no ano passado, foi realizado em Curitiba, Paraná.

Talvez as novas mídias, neste caso as digitais, tenham desempenhado a função de diálogo sobre política. Na eleição de 2010 - que este blog propõe analisar -  as mídias tradicionais como TV e rádio, ficaram apagadas diante da repercussão de algumas informações divulgadas através das novas mídias digitais.

Assim, continua nosso 'diálogo'...

 Kalyne Almeida
         

     Abaixo, o link da reportagem sobre o Intercom Curitiba:

sábado, 18 de setembro de 2010

Que palhaçada!

Tiririca em primeiro lugar nas pesquisas?
Palhaçada essa eleição. Oba! pelo menos vamos rir com um dos palhaços mais engraçados do Brasil.

Tiririca está segundo ... em primeiro lugar nas pesquisas para Dep. Estadual em São Paulo. Existe explicação para isso? Sim, existe, mas como diz um dos slogans do candidato, não sei, mas quando chegar lá descubrirei.  Aliás, quando for eleito, essa é uma das promessas dele: descobrir o que uma essoa que ocupa o cargo de Dep. faz.
Numa campanha do TRE, mostra que eleição é como uma seleção para contratação de um fincionario. Mas pra alguem ocupar um determinado cargo, precisaria, ao menos saber qual sua função lá, não? Bom, tiririca não sabe, e é honesto em dizer. Ou será que ser filho de politico te deixa a par do cargo e funçao do teu pai?
Numa sociedade onde o neoiberalismo´reinou apos a guerra fria, onde quem manda é quem tem dinheeiro, vira as costas que nao con segue engolir essas façanhas e aluade quem  tem juizo, votar em titririca é rir desse Brasil, mas agora, no bom sentido.

sábado, 14 de agosto de 2010

Eleições e você, tudo a ver (?).

Imagem gerada pela página na internet da Revista Época

          A revista Época desta semana traz uma reportagem que tem como foco a candidata à presidência do Brasil, Dilma Rousseff. O título é "Dilma na Luta Armada" (16/agosto/2010). O texto, além de pontuar alguns momentos do passado da candidata, afirma que a ex-militante contra o regime militar  "participou de discussões ideológicas trancada por dias a fio em 'aparelhos', foi presa, torturada, processada e encarou 28 meses de cadeia". Depois, os jornalistas resonsáveis pela matéria, lançam algumas perguntas sobre o passado da candidata e em seguida mostra alguns documentos digitalizados em que Dilma Vana Rousseff aparece como 'participante' de lutas armadas contra a Ditadura Militar.

Ditadura Militar/ Ditadura midiática

          Com o Golpe de 64 vieram repressões, opressões e represálias para quem se opusesse ao novo regime. Durante mais de 20 anos os brasileiros não tinham o direito de livre expressão  e, para os militantes, que geralmente eram intelectuais, estudantes universitários ou artistas, a repressão era uma espécie de "cala a boca".
          A candidata Dilma Rousseff, assim como tantas outras figuras brasileiras, tomou para si a responsabilidade de voz, sendo que uns agiam através de letras de músicas as quais,  subliminarmente denunciavam detalhes daquele cotidiano e outros indo contra os militares com ações corporais. Resultado: represalias, prisões e exílios.
          Hoje é comum a criação de blogs, páginas na internet, falar nas televisões abertas ou fechadas, expressar opiniões abertamente nas rádios ou mesmo em praça pública. Isso por quê? Porque aquele regime de represálias e ditadura acabou, e isso nos torna donos das nossas expressões, sejam elas, verbalizadas ou não, mas nunca mais calada, muda. Neste contexto, as novas mídias tem se apresentado exemplos claros e imediatos.

Idade Média - Respostas IMEDIAtas
          Nesta semana, o Jornal Nacional apresentou entrevistas ao vivo com os candidatos de maior pontuação no IBOPE (ler-se Instituição de pesquisas), em que cada candidato, em dias diferentes, tinha 12 minutos de frente com os apresentadores do telejornal. Assim que as entrevistas acabavam (ou simultaneamente), os 'internautas' postavam mensagens de revolta contra a TV Globo. O Twitter, miclo-blog de maior acesso da atualidade, gerou em suas páginas mensagens num formato feed-back nunca visto antes em eleições passadas. Eram pessoas denunciando, 'rindo', criticando, desde os entrevistados até as organizações Globo, revelando-se além de críticos, a grande maioria, a favor da representante do PT, mas sobretudo, contra uma mídia tendenciosa.
Seria isto liberdade de expressão, o fim da nova ditadura midiática,ou apenas o início das eleições 2010?
Kalyne Almeida


Abaixo,  registro alguns comentários de leitores da Revista Época, que se encontra abaixo da repostagem sobre a candidata Dilma Rousseff, no site da revista. E, divirtam-se:


"Bruno

SP / São Paulo
14/08/2010 13:26

Triste

É triste ver que a Época conseguiu abaixar aina mais o nível do jornalismo das organizações Globo, não bastasse as entrevistas ridículas, o péssimo jornal O Globo, Época disputa com Veja o título de pior publicação semanal do país. Sinceramente, que vergonha termos este tipo de jornalismo (sic). Não votarei em Dilma, menos ainda em Serra, mas fico com muita vontade de aderir à campanha da petista apenas para me opor ao terrorismo midiático feito contra ela.

Vinicius Castro
SE / Aracaju
14/08/2010 13:25

Orgulho e Reação

O passado de Dilma é motivo de orgulho. Ela teve a coragem que provavelmente eu não teria, a coragem de arriscar a vida em defesa do Brasil. Qualquer tentativa de denegrir este ato virtuoso, cheira mal. Não me cansarei de argumentar com cada contato de minha rede social o quanto este tipo de reportagem é injusta e capciosa.

Ivan Pedro Muricy
BA / Salvador
14/08/2010 13:24

Toma vergonha nesta cara, Ali Kamel!

É vergonhosa a matéria da Época, revista cuja assinatura vou cancelar, pois se utiliza de meios insidiosos e desonestos para manchar a imagem de uma candidata que tem demonstrado grande moderação em toda esta campanha. Agora, que a internet começa a derrubar as grandes redes, a Globo, vem, desesperadamente, tentando colar na Dilma a imagem de alguém que há muitos anos age institucionalmente. Não tem jeito, Ali Kamel, o mundo que vc defende já está mais do que morimbundo, portanto, tome vergonha na cara ou vá viver lá no seu deserto no meio do Oriente Médio."